Promoção - #euseioqueeuvi
A mulher na janela

- Ah, isso é paranoia da sua cabeça! Onde já se viu...

- Eu sei o que vi! 😱


É a sua chance de contar pra gente o seu momento paranoia x realidade! E calma, tudo bem se no fim das contas era real, a vantagem é que as respostas mais criativas concorrem aos prêmios.

Para participar, preencha o formulário abaixo com a sua história. O resultado será divulgado no dia 6 de abril de 2018 aqui no site e no Facebook da Editora Arqueiro. Os vencedores também receberão um e-mail com as instruções para receber o prêmio. Boa sorte!

----

Atenção!

Devido ao grande número de participantes na promoção #EuSeiOQueVi, o resultado será divulgado na quarta-feira, dia 11/4.

1º lugar

5 exemplares do livro A mulher na janela + tote bag + botton + marcador + boxe de filmes do Hitchcock + Pack Nefasto (inclui os livros Boneco de pano + Ninfeias negras + A grande ilusão + Trilogia A passagem + Mestre das chamas)

2º lugar

3 exemplares do livro A mulher na janela + tote bag + botton + marcador

3º lugar

2 exemplares do livro A mulher na janela + tote bag + botton + marcador

4º ao 10º lugar

1 exemplares do livro A mulher na janela + tote bag + botton + marcador

histórias

vencedoras

1 lugar - Fabio Sobrosa

Sempre fui uma criança curiosa, daquelas que lia manual do detetive da Disney e pedia lupa de presente de aniversário. Também fui um apaixonado por filmes. Pude ver a chegada do vídeo cassete no Brasil e, claro, pedi um ao meu pai. Após assistir a dezenas de filmes, já me achava um investigador, e, por isso, cismei que tinha algo errado com meus vizinhos.

Eu ia para a escola antes do meio dia e acordava cedo, e pela minha janela via o casal da casa do outro lado da rua chegando com compras. Quase todo dia eles chegavam com compras, mas eram apenas um casal. Na minha cabeça tinha algo errado ali. Nos filmes isso sempre foi sinal de um possível cativeiro.

Eu anotava o horário que eles chegavam com as compras, mas eu nunca via ninguém a mais na casa. Após 2 meses de investigação, fui feliz até minha mãe contar a descoberta. Foi quando descobri que meus vizinhos simplesmente faziam quentinhas para vender, e quando saiam para fazer as entregas eu já havia saído para a escola. Minha paranoia não deu em nada, mas hoje com 44 anos continuo a procura do caso perfeito.

2 lugar - Giordano Bruno da Silva Santos

Você já sentiu aquele frio na espinha? Bem, é uma sensação comum, creio que um instinto que todos nós temos - aquela sensação de ser longamente observado.

Há uns anos atrás, na biblioteca da faculdade, acordei sobressaltado. Minutos antes, cochilando na mesa de estudos (quem nunca fez isso?), levantei os olhos por breves segundos e notei alguém, mais ao fundo, perto da saída, escorado na mesa - me vigiando. Ele estava deitado da mesma forma que eu, mas com a cabeça virada para o lado esquerdo.

No susto do momento, ergui a cabeça com o coração acelerado. E pensei: "aquele cara se vestiu como eu!" Peguei a minha mochila, juntei tudo com pressa, e dei as costas, indo para o fundo oposto (a biblioteca era bem espaçosa).

Fui na última prateleira e fiquei passando o dedo indicador pelos livros, fingindo procurar alguma obra. Estava suando frio. Afinal, por quanto tempo ele estava me vigiando? A biblioteca estava bem vazia.

E o mais estranho não era a posição em que ele estava - como a minha! - mas sim o fato de que me lembrava alguém, e pior: estava com roupas muito semelhantes as que eu estava usando!

Passei a planejar o modo mais furtivo de sair dali...ouvi passos... Será ele?

Peguei diversos livros numa estante, uns 10, empilhei nos braços, de modo a ocultar meu rosto - tinha um grosso volume de Os Miseráveis batendo no meu nariz.

Fui direto para a saída, quase correndo, tentando não olhar (e ao mesmo tempo olhando) se ele estaria no mesmo canto.

Porém, mais próximo, qual não foi minha surpresa! Ali na parede havia um grande espelho, sem moldura, recentemente instalado.

Ri de vergonha, de alegria, de surpresa - o meu duplo não existia, afinal.

3 lugar - Edra Poliana de Sousa Santos

Tinha um homem forte e tatuado que sempre passava em frente a minha casa e ficava olhando pela cerca, como se procurasse algo ou alguém. Eu moro num bairro com uma fama péssima, então fiquei com medo de ser um bandido olhando pra ver se tinha algo interessante pra pegar na minha casa. Comentei com o meu marido, e ele só pediu para eu tomar cuidado. Um belo dia eu vejo o meu marido tomando uma cerveja com o sujeito em um bar que fica na frente da nossa casa. Afinal, o sujeito era um amigo de meu marido, que sempre o procurava quando passa em frente a nossa casa. Fiz papel de trouxa.

4 lugar - Deborah Tesser

Acordei passando mal, tonta, perdida...Saí em direção à cozinha para tomar um remédio. Quando cheguei no corredor escuro e completamente silencioso, encontrei a sombra de um homem alto, de ombros largos. Antes que pudesse gritar, ouvi sua voz, dizendo: volte a dormir, filha, seu desconforto é apenas minha netinha querendo dizer olá. E, de repente, à sombra de meu pai, morto há dois anos, havia desaparecido. Acordei no dia seguinte, sentindo-me mal novamente. Fui ao médico naquele mesmo dia e descobri que estava grávida. Poucas semanas depois, descobri que era uma menina, a netinha de meu pai, querendo apenas dizer olá.

5 lugar - Lorrane Fortunato

Quando eu tinha uns 7 anos, estavam construindo uma varanda na minha casa. Eu ainda morava na cidade antiga, em Itaboraí. Nosso quintal lá era enorme e cheio de árvore e bichos. Aí eu fui brincar ao lado do chiqueiro, perto de umas bananeiras.

Nosso vizinho de trás era um Centro Espírita e como todas as crianças daquela rua, tinha um cagaço danado do centro. Nem olhava direito. Mas nesse dia eu estava brincando lá perto, bem sozinha e trouxa, então olhei pro muro e tinha um bode preto me olhando de volta!!!

Mas o muro tinha tipo 2 metros e o bode estava com a cabeça por cima do muro. Então, eu fiquei meio SOCORRO TEM UM BODE GIGANTE NO MURO ALGUÉM ME AJUDA e tomei o que pensei ser a melhor decisão naquele momento: corri em círculos desesperadamente até ter uma escolha melhor.

Por fim, cansei de correr, busquei os pedreiros, a minha mãe e todo e resto da família, e reuni todo mundo pra fazer um importante pronunciamento: tinha um bode gigante no Centro Espírita e eu vi com os meus próprios olhos.

Eles, é claro, não acreditaram em mim. E eu fiquei meio: então, vamos lá pra vocês verem se é verdade ou não. Chegamos lá, o bode não tava lá.

Ok, fiquei bem pistola mas segui a vida. Não tinha escolha mesmo. Mas sempre ficava com cagaço do bode e nem pisava lá perto do muro mais. E sempre que tinha oportunidade, contava pra todo mundo do bode de 2 metros que morava no vizinho. Mas, ninguém acreditava.

Por fim, um dia minha mãe estava dando folhas de bananeira pra o vizinho dar de comida pros bodes e ela ficou sabendo que, na verdade, o tal bode preto não tinha dois metros. O danado subia nuns tijolos que estavam encostados no muro e ficava meio pendurado pro nosso quintal por causa das folhas de bananeira!!!

Tanta paranoia e sofrimento por um bode de tamanho normal! Parei de contar a história do bode, pois só fazia com que eu me sentisse um ser-humano muito trouxa. E segui a vida. O bode e eu nunca mais nos encontramos.

FIM

6 lugar - Gabrielle Batista

Tive muitos momentos paranoicos, mas o pior foi quando viajamos e estávamos na Oktoberfest. Mas antes disso tenho que dizer que eu conversava com um rapaz de Blumenau há uns 2 anos e eu nunca tinha ido vê-lo ou ele vindo me ver. Mas como ele nunca mais tinha falado nada, deixei pra lá. Quando fui com a minha família pra Santa Catarina, fui sem pensar nisso. Quando chegamos, eu já me senti estranha, como se as pessoas ao meu redor ficassem me olhando. Mas continuei na festa. Sai, bebi. Até que comecei com a paranoia de que todos os homens loiros da minha idade me olhavam estranho, ou chamavam meu nome. Comecei a olhar em volta e tentar achar o tal menino.

Fiz de tudo pra ficar perto da minha família sem que ele ficasse próximo, se é que ele estava lá. Quando eu estava na saída da festa, vi de relance o rapaz, quer dizer, alguém muito igual a ele, com uma menina, rindo e olhando pra mim. Me senti incomodada e fomos embora.

Hoje eu sei que era ele. Ele descreveu minha roupa, as pessoas com quem eu estava. Ou ele só viu as minhas fotos? Ou ele nem é de Santa Catarina? Essas perguntas eu nunca vou conseguir responder porque até hoje eu nunca vi ele de verdade.

7 lugar - Michelle Russo

Há alguns dias eu estava passando de moto por uma rua, Ela é o caminho que faço todo dias pra casa dos meus pais e nas laterais da rua são terrenos de árvore e grama, um dos lados parece uma mini floresta. Nesse dia em específico, estava bem cedo, meio nublado, e no meio da mini floresta tinha uma neblina. No meio da neblina tinha um homem inteiro de branco parado com chapéu branco calça branca e tudo mais. Quase cai da moto e contei ao meu pai e meu marido. Ninguém acreditou e disseram que era coisa da minha cabeça. Na semana seguinte, vi o mesmo homem caído com o corpo metade dentro da mini floresta, metade na guia com os pés pra rua. Fiquei transparente de medo e quase chamei a polícia. Quando voltei pro lugar com meu marido, ele retirou um manequim inteiro vestido de branco do meio do mato. Mas gente, eu sei o que vi, e porque teria uma manequim de branco ali naquele lugar? Eu hein!

8 lugar - Ellen Diniz

Talvez, em alguns casos, eu exagere um pouco, principalmente quando envolve certos vizinhos e seus barulhos em horários inapropriados. O pior é que, mesmo quando eles estão silenciosos, também fico intrigada e já achando que estão aprontando algo.

Como disse, assumo que passo dos limites às vezes, mas teve um caso em especial.

No ano passado, a dona da casa ao lado resolveu alugar o imóvel para um homem bem misterioso. Ele era jovem, não gostava de conversar e passava o dia inteiro trancado em casa. Um dia, passando pela janela dele, senti um cheiro forte. Era doce, diferente e tinha uma mistura estranha que eu não conseguia identificar. Sempre que passava por lá sentia o mesmo cheiro e isto já começou a me deixar bem desconfiada. Durante a noite, em um dia sem sono, reparei que o portão da casa dele abria e fechava o tempo todo, me deixando bem mais assustada. Fiquei as três noites seguintes vigiando e reparei que todo dia acontecia o mesmo.

Preocupada, fui até a casa da dona da propriedade e expliquei o que estava acontecendo. Ela disse que eu estava exagerando (principalmente quando falei do cheiro) e, para me tranquilizar, ficou de procurar mais informações sobre o tal homem. Meu namorado também não levou muito a sério e tentou diversas vezes mudar de assunto quando eu o mencionava.

Em um certo dia, em mais uma das minhas espionagens, reparei que não só ele entrava na casa de madrugada como outros homens e mulheres também. Sozinha, fiquei em choque. Peguei o telefone e liguei para a tal dona da casa e pedi que ela viesse com urgência até a minha. Ao chegar com o marido, nervosa por eu ter interrompido a noite em família dela, me perguntou o que estava acontecendo e eu contei tudo o que vi. O marido dela, já sem paciência para histórias, falou que ia ficar espionando durante a noite e que no dia seguinte iria entrar na casa e me provar que eu estava exagerando.

É horrível quando não acreditam no que você diz... Quando acham que você é maluca. O medo que eu sentia não estava sendo respeitado e aquilo me deixava muito mal. De tanto ouvir, eu estava começando a desconfiar de mim mesma. Por que só eu enxergava aquilo? Por que ninguém tinha reclamado também?

Finalmente, a verdade foi revelada. Esse tal cara quietinho na verdade vendia drogas nas festinhas próximas. Dormia de dia e distribuía a mercadoria de noite. As pessoas que entravam intercalavam entre consumidores e ajudantes dele.

Os proprietários se desculparam e me agradeceram pela insistência que tive ao procurá-los. Quanto ao homem, não sei o que aconteceu com ele, e sinceramente não quero saber.

Apesar da minha paranoia ainda existente, não precisei mais espionar nenhum vizinho desde então.

9 lugar - Maria Helena Pereira de Sá

Baseado em fatos reais.

Saí do trabalho em um dia comum. Olhei para a rua e alguns metros à frente vi meu irmão, no carro, esperando para me dar carona.

Não havíamos combinado nada. Mas meu irmão é assim. Resolveu me fazer uma surpresa.

Caminhei até o carro, dei a volta, abri a porta do passageiro, me sentei ao seu lado. Fechei a porta... E então, escutei uma voz estranha dizer: "Acho que você se enganou"... Olhei para o lado e um estranho me olhava admirado.

Pedi desculpas e saí do carro o mais rápido possivel. Morrendo de vergonha.

Até hoje as pessoas riem de mim quando lembram dessa história.

Me chamam de distraída.

Mas #euseioquevi...

Era meu irmão... Mas depois, não era mais. Bruxaria.

10 lugar - Geisa Evangelista de Paiva

Quando era criança, eu e mais quatro primos passávamos férias na Fazenda da família. É um lugar com muita mata e morros. Tínhamos a impressão que cada lugar tinha um céu e o céu da Fazenda era o mais bonito. Um dia, esperando meu avô para descermos pro curral, um avião passou baixo e achamos que ele tinha batido na parede do Céu. Escondido do meu avô e do ajudante do curral, subimos o Morro pra tentar salvar as pessoas e com isso, aparecer no Jornal Nacional.

Foi uma tristeza.

Descobrimos que atrás do morro tem mais morro, mais mata e o avião seguia seu rumo looooooonge...

Choramos por horas por não mais salvar alguém e muito menos aparecer no Jornal Nacional.

Resultado: Meu avô bravo, todos os amigos dele nos procurando e nós cinco decepcionados.